Janeiro é o mês em que a maioria das empresas define o regime tributário que vai valer para 2026.
O problema é que essa escolha, muitas vezes, é feita com dados incompletos, pressa ou baseada apenas no histórico do ano anterior.
Em fevereiro, com o primeiro mês já fechado, os números começam a mostrar se a decisão fez sentido mesmo que, em muitos casos, a opção já não possa mais ser alterada.
E é aqui que entra a análise estratégica.
✔ O que o regime tributário define na prática
1. Quanto imposto a empresa vai pagar
- Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real;
- Percentual efetivo de tributação;
- Impacto direto no resultado anual.
2. Forma de apuração e obrigações
- Complexidade das declarações;
- Modelo de cálculo dos tributos;
- Obrigações acessórias específicas.
3. Margem e formação de preço
- Regime errado pressiona margem;
- Preço pode ficar desalinhado;
- Empresa vende, mas lucra menos do que deveria.
❌ Por que muitos erram essa escolha em janeiro
- Decidir apenas com base no faturamento;
- Não considerar crescimento projetado;
- Ignorar margem real;
- Falta de planejamento tributário prévio.
Esses erros raramente aparecem no papel.
Eles aparecem no caixa.
✔ Esclarecimento importante sobre a troca de regime
💡 Aqui é preciso clareza técnica.
- Simples Nacional: a opção é feita em janeiro. Após confirmada, não é possível alterar durante o ano.
- Lucro Presumido ou Lucro Real: a escolha ocorre, na prática, com o pagamento da primeira guia do ano (com vencimento em fevereiro). Após isso, também não há possibilidade de mudança ao longo do exercício.
Ou seja:
Em fevereiro, na maioria dos casos, não é mais possível trocar o regime.
Mas é totalmente possível — e necessário — analisar se a escolha foi coerente e ajustar a estrutura interna.
✔ O que ainda pode ser ajustado em fevereiro
Mesmo sem trocar o regime, é possível:
- Revisar pró-labore;
- Ajustar planejamento tributário dentro do regime escolhido;
- Corrigir CNAE e cadastros incorretos;
- Recalcular preços considerando o imposto real;
- Ajustar estrutura de custos.
Ignorar essa análise é o verdadeiro risco.
✔ Exemplo prático
💡 Uma empresa opta pelo Simples Nacional em janeiro.
Em fevereiro percebe que o percentual efetivo ficou maior do que o esperado.
A troca não é possível — mas é possível ajustar pró-labore, revisar precificação e reorganizar custos para reduzir o impacto ao longo do ano.
FAQ rápido
Posso trocar o regime tributário em fevereiro?
Na maioria dos casos, não. A opção feita em janeiro (Simples) ou definida com o pagamento da primeira guia (Lucro Presumido/Real) vale para todo o ano.
Então fevereiro não serve para nada?
Serve para analisar se a escolha foi coerente e ajustar a estrutura interna para reduzir impactos.
Se eu não revisar agora, o que acontece?
Você pode carregar um erro estrutural por 12 meses.
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